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“Morrer de dentro pra fora”

“Morrer de dentro pra fora”
Dizem que ninguém morre de coração quebrado.
Mas e quando a alma racha em silêncio,
e o corpo continua respirando só por costume?

Talvez não seja o coração que para
é a esperança que desiste.
É o amor que apodrece dentro,
como flor que murcha sem despedida.

A decepção não mata de uma vez,
ela apaga aos poucos:
tira o brilho dos olhos,
o riso dos lábios,
a fé no toque.

E um dia, quando alguém perguntar se ainda dói,
você percebe que não sente mais nada
e é aí que entende:
a morte chegou,
mas veio por dentro.