À beira do fim
É espantosa a tua mente
Só pensar sempre assim
Que na própria decadência
Já respira o fim.
Nos teus olhos cansados
Há um grito sem som
Um eco perdido
De tudo que foi bom.
Mas no fundo da queda
Ainda há razão
Nem todo fim é morte
Às vezes, é transformação.
Autor: Milton da Costa
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