A DOR DO QUE FUI
Sinto o peso das lembranças 💔
Como ondas que insistem em voltar,
Carregando em cada gota
O que fui, e já não posso mais ser. 🌊
Há ecos do meu riso perdido,
Em cantos escuros da memória,
Onde sombras se tornam companheiras
E o silêncio é minha prisão. 🕊️
Olho para trás e vejo fragmentos,
Fragmentos de quem amou demais,
De quem acreditou em sonhos altos
E se perdeu nos abismos do tempo. ⏳
A dor do que fui não é ausência,
É lembrança que queima por dentro 🔥,
É sentir a falta de mim mesma
Em cada passo que dou na vida.
Quantas vezes tentei renascer
Das cinzas de minhas próprias escolhas?
Quantas vezes meu coração pediu socorro
E minha voz se calou no vento? 🌬️
Ainda sinto os sabores da infância,
Os risos inocentes, as promessas vãs,
O amor que dei sem esperar retorno,
As lágrimas que ninguém enxugou. 😢
Mas, mesmo na dor, há beleza,
Pois ela me lembra que vivi,
Que amei, que caí e me levantei,
Mesmo que incompleta, mesmo que partida. 🌹
E assim sigo, reconstruindo-me a cada dia,
Entre memórias e esperanças,
Entre feridas e coragem,
Aprendendo que o passado não me define,
Mas me ensina a ser mais forte. 💪
A dor do que fui é meu espelho,
Reflete tudo que passei,
E ainda assim, posso sorrir,
Pois sou a soma de cada pedaço quebrado,
E cada pedaço quebrado me faz inteira. ✨
Então, guardo minhas cicatrizes como medalhas,
E transformo minhas lágrimas em poesia,
Porque a dor do que fui me moldou,
Mas não me prendeu, não me matou. 🌈
E no fim, quando o vento tocar meu rosto,
Serei lembrança, serei história,
E a dor do que fui será apenas
A chama que acendeu a luz que sou hoje. 🔥💖
—Paulinha Cunha—
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