A Jornada da Esperança
No alto do monte onde o vento não cansa,
Ele dança livre, sussurra e balança,
Traz no movimento a força que vem,
E acalma a tempestade que o mundo contém.
O ar tem perfume de paz e de vida,
Um cheiro suave que invade a medida,
Entre campos abertos, a cor roxa se espalha,
São flores de lavanda que a alma espalha.
Lá onde o penhasco beija o infinito,
O mar vem com força, em som bendito,
Batendo nas pedras, fazendo canção,
Lembrando que a força vem da imensidão.
No alto da serra, onde a mata se fecha,
Uma cabana simples, de paz e de festa,
É o refúgio onde o mundo se aquieta,
E o coração encontra a rota correta.
Não é só na prece, nem só na palavra,
É na fé do silêncio que o espírito lavra,
Um chamado profundo que o peito inflama,
É a voz da esperança que o coração chama.
J
A Jornada da Esperança