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✨🌊 Alma à Deriva 🌊✨ 🥀💔 Existem saudades que não passam… apenas aprendem a…

✨🌊 Alma à Deriva 🌊✨
🥀💔 Existem saudades que não passam… apenas aprendem a respirar dentro da gente. 💔🥀

Houve um tempo
em que teu nome morava nos meus lábios
como oração…
e eu repetia você em silêncio
como quem tenta impedir
o próprio coração de desmoronar.

Mas o amor…
ah, o amor às vezes é cruel.

Ele chega bonito,
acende estrelas em noites vazias,
faz a alma acreditar em eternidade,
faz dois corpos se reconhecerem
como se já tivessem se amado em outras vidas…

e depois parte.

Parte deixando a fumaça das promessas,
o eco das palavras não cumpridas
e esse vazio absurdo
que nenhuma madrugada consegue preencher.

Desde que você foi embora,
me tornei mar revolto.
Daqueles que escondem tempestades
embaixo de aparências calmas.

Ninguém percebe
o quanto ainda sangro por dentro.

Ninguém imagina
que toda vez que escuto nossa música,
meu peito se parte devagarzinho
como vidro fino caindo no chão.

Você levou embora partes minhas
que nunca mais voltaram.

Levou meus domingos tranquilos,
meu riso despreocupado,
meu costume de acreditar nas pessoas…

e deixou apenas saudade.

Uma saudade funda.
Pesada.
Daquelas que apertam a garganta
no meio da noite
e fazem a gente abraçar o travesseiro
tentando sufocar o choro.

Ainda dói.

Dói quando vejo casais felizes.
Dói quando alguém pergunta de você.
Dói quando lembro do jeito
que tua mão segurava a minha
como se nunca fosse soltar.

Mas soltou.

E talvez essa seja a pior parte do amor:
descobrir que algumas pessoas prometem eternidade
com a mesma facilidade
com que vão embora.

Às vezes penso
que você também sente minha falta.

Talvez em alguma madrugada silenciosa
você procure meu nome nas lembranças.
Talvez teu coração também aperte
quando escuta certas músicas.
Talvez você também finja estar bem
enquanto desaba por dentro.

Ou talvez não.

Talvez eu seja a única tola
ainda presa nas ruínas
de um amor mal resolvido.

Porque eu fiquei.

Fiquei nas mensagens apagadas,
nos planos interrompidos,
nos “eu te amo” que perderam o endereço,
nas fotografias escondidas no fundo da gaveta,
nos textos nunca enviados,
nas despedidas que nunca aconteceram direito.

Você foi embora fisicamente…
mas continua vivendo aqui dentro.

E isso me destrói aos poucos.

Tem dias em que sinto tua ausência
como quem sente falta de ar.
Como se meu coração ainda esperasse
o som da tua voz
atravessando a madrugada
só para dizer:
“volta pra mim.”

Mas você não volta.

E eu continuo aqui…
à deriva.

Perdida entre lembranças,
afogada em sentimentos antigos,
tentando sobreviver
ao naufrágio que teu amor deixou.

Porque algumas pessoas vão embora…
mas levam a nossa paz junto delas.

E desde então,
eu me tornei isso:
uma alma cansada,
cheia de saudade,
tentando sorrir para o mundo
enquanto carrega tempestades no peito.

Talvez amar seja exatamente isso:
aprender a sobreviver
mesmo depois que alguém leva embora
os pedaços mais bonitos da nossa alma.

E eu sobrevivi…
mas nunca mais fui inteira.

—Paulinha Cunha—

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