Alma que Não Se Cala
Há uma voz dentro de mimque não conhece silêncio,
que grita entre os ossos,
que dança nas cicatrizes,
que insiste mesmo quando tudo ao redor se cala.
É uma alma que queima em seu próprio fogo,
uma chama que recusa se apagar,
que guarda memórias em cada respiração,
e carrega o mundo inteiro no peso dos sonhos.
Cada lágrima caída
não é sinal de fraqueza,
mas uma prova de coragem,
um sussurro de quem insiste em existir,
mesmo quando as paredes do mundo parecem se fechar.
A minha alma não se curva,
não se dobra às correntes do medo,
não se esconde nas sombras da dúvida.
Ela é tempestade e calmaria,
é o grito que ecoa entre ruas vazias,
é a esperança que insiste em florescer
mesmo em terrenos áridos.
E quantas vezes tentei calar essa voz,
engolir palavras, sufocar sentimentos,
mas cada tentativa foi em vão.
Ela pulsa mais forte,
mais intensa,
mais verdadeira,
como se soubesse que o silêncio seria sua morte.
Alma que não se cala
é feita de coragem disfarçada de medo,
de sonhos que se recusam a morrer,
de amores que insistem em voltar,
mesmo quando tudo parece perdido.
Ela não se contenta com o silêncio alheio,
ela exige ser ouvida,
mesmo que ninguém escute,
mesmo que o mundo ignore.
Pois quem tem uma alma assim
não se rende,
não desiste,
não se cala.
E mesmo quando a noite parece eterna,
quando o frio invade os ossos e o coração treme,
ela se ergue, mais viva, mais intensa,
gritando sua verdade,
mostrando que o amor, a dor e a esperança
podem coexistir e transformar cada suspiro
em um hino de liberdade.
Que minha alma seja sempre assim,
indomável, infinita,
um eco que atravessa tempos,
que desafia destinos,
que se recusa a morrer no silêncio dos outros.
Alma que não se cala
é poesia, é revolução, é vida.
—Paulinha Cunha—
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