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🌙✨ ALMA QUE NÃO SE QUEBRA ✨🌙 Há em mim uma história que não se dobra ao…

🌙✨ ALMA QUE NÃO SE QUEBRA ✨🌙

Há em mim uma história que não se dobra ao vento,
nem se rende ao silêncio que tentam impor.
Sou feita de ruínas que aprenderam a florescer,
de dores que viraram raízes profundas,
e de lágrimas que regaram meu próprio renascer.

Não me quebro… eu me reconstruo.

Porque dentro de mim existe um lugar sagrado,
onde nenhuma tempestade ousa permanecer.
Ali mora a minha versão mais inteira,
aquela que sobreviveu quando ninguém acreditou,
aquela que sorriu mesmo com o peito em pedaços.

Eu já fui noite sem estrelas,
já fui caminho sem mapa,
já fui palavra engolida na garganta,
já fui silêncio que gritava por dentro.

Mas ainda assim… eu continuei.

E foi na continuidade que me encontrei.
Foi no meio dos meus caquinhos
que percebi que até o quebrado pode ser belo
quando aprende a se amar de volta.

Hoje eu não me escondo mais de mim.
Não me diminuo para caber em lugares pequenos.
Não aceito menos do que aquilo que minha alma reconhece como verdade.

Porque eu aprendi:

Nem tudo que dói é fim.
Às vezes é só o começo de uma nova versão de nós mesmos.

E eu fui começo muitas vezes.

Fui recomeço quando disseram que era tarde.
Fui força quando esperavam desistência.
Fui silêncio quando o mundo gritava confusão.
Fui paz em meio ao caos que tentaram me entregar.

E descobri que minha maior vitória
não foi vencer o mundo…
foi não perder a mim mesma.

Hoje, quando me olho,
vejo alguém que não se quebra, apenas se transforma.
Alguém que aprendeu a dançar com as próprias cicatrizes,
e a fazer delas poesia viva.

Porque sim… eu sou poesia.

Sou verso que não termina,
sou linha que se reinventa,
sou ponto final que vira vírgula,
sou recomeço disfarçado de coragem.

E se tentarem me reduzir, não conseguirão.
Porque eu já entendi o meu valor
nas noites em que ninguém viu minhas batalhas.

Eu não preciso ser aceita por todos.
Preciso apenas ser verdadeira comigo.

E isso já me basta.

Se me perguntarem quem sou, direi:

Sou aquela que caiu, mas não ficou no chão.
Sou aquela que chorou, mas não deixou de acreditar.
Sou aquela que se perdeu, mas aprendeu a se encontrar dentro do próprio caos.

Sou uma alma que não se quebra.
Sou fogo que não apaga.
Sou mar que não se prende.
Sou vento que segue.

E sigo…

Mesmo quando tudo pede pausa.
Mesmo quando tudo pesa.
Mesmo quando o mundo tenta me calar.

Porque dentro de mim existe algo maior que qualquer dor:
a vontade de continuar sendo eu.

E isso ninguém pode quebrar.


—Paulinha Cunha—

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