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Amores que Ferem

Amores que Ferem

Amores que ferem chegam sem aviso,
como tempestades que rasgam o céu azul,
invadem corações, e deixam rastros,
como cinzas quentes de um fogo que não se apagou.

São olhares que prometem mundos,
mas escondem espinhos entre os sorrisos,
palavras doces que se tornam lâminas
no instante em que menos esperamos.

Ah, amores que ferem…
vocês me ensinaram que o amor não é só flores,
que há noites longas onde a alma grita,
e que a dor pode ser tão intensa quanto a paixão.

Eles vêm com promessas de eternidade,
mas partem deixando portas abertas para lembranças,
e a cada lembrança, uma cicatriz,
que se mistura ao rastro de lágrimas silenciosas.

E quantas vezes nos entregamos,
como quem mergulha sem perceber o fundo,
como quem acredita que o abraço certo
pode curar todas as feridas.

Mas há beleza na ferida aberta,
pois é nela que sentimos que vivemos,
que cada lágrima, cada suspiro,
é um lembrete de que fomos humanos,
e que o coração, mesmo ferido, ainda pulsa.

Amores que ferem ensinam sobre limites,
sobre coragem de recomeçar,
sobre a força que nasce do chão quebrado
para florescer de novo, mesmo que dolorido.

E ainda assim, mesmo feridos,
há quem ame com intensidade,
há quem se jogue de novo nas tempestades,
pois sabe que amar é se arriscar,
mesmo quando a dor se faz presente.

Porque, no fim, o amor verdadeiro não dói,
ele transforma a dor em aprendizado,
e cada ferida se torna uma história,
uma história de quem ousou sentir,
uma história que merece ser lembrada.

Amores que ferem…
vocês são a prova de que o coração é valente,
que mesmo despedaçado, ainda é capaz de amar,
de se levantar, de sorrir,
e de se entregar ao próximo abraço,
como se cada ferida fosse apenas
um convite para amar mais profundo.

—Paulinha Cunha—

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