barulho existêncial do meu eu lírico.

barulho existêncial do meu eu lírico.
na companhia me sinto deslocado, e na solidão me sinto aliviado .

Na frustração me sinto silenciado, e na paz me sinto abençoado.

Nas regras me sinto vigiado, na violência me sinto violado, na repreensão me sinto desbravado ,e no castigo me sinto repreendido.

No suspense sinto o medo aflorado,no terror me sinto assombrado.

Na luz me sinto iluminado, e no escuro me sinto apagado.

Nas ondas me sinto inundado ,e nas marés violentas me sinto naufragado.

Na dúvida me sinto despistado, e na mentira me sinto enganado .

Na traição me sinto abandonado, e na restrição me sinto sendo afastado de lado.

No erro me sinto frustado, na tentativa me sinto enjoado.

Entre os cacos me sinto quebrado,e na falta de aptidão me sinto um fracasso.

No tempo me sinto parado ,e no contratempo me sinto atrasado.

Afobado , com faíscas e quase apagado. Enrolado e não mudado, mundano, e quase imundo...

Moribundo ,quase um defunto...
Em dúvida,e quase em ruptura...
Pouco aflorado, e quase murchado ...

Sempre furado ,e cheio de emendados...
Senpre Estufado, e cheio de costurados...
Quase quebrado ,e quase desmembrado...
Quase estagnado, e quase arruinado...

Descalço e desarmado...
Olhando as cegas e desacreditado.

Um ser que não espera a esperança, um ser que entra em dúvida nas próprias respostas.


E Tem dias que estou estragado, tem dias que estou precário, tem dias que estou desajeitado, tem dias que estou desacreditado.