Eu já fui silêncio gritando por dentro,
um eco perdido em noites sem fim,
um coração cansado de bater por quem não ficava,
um corpo presente, mas uma alma longe de mim.
Eu já fui lágrima escondida no travesseiro,
promessas quebradas espalhadas pelo chão,
fui tempestade dentro do peito
e calmaria falsa na frente da multidão.
Carreguei o peso de não ser suficiente,
de me perder tentando agradar,
de me calar quando o mundo gritava
que eu precisava me moldar.
E eu tentei…
Deus, como eu tentei caber
em lugares pequenos demais para o meu ser.
Mas foi na dor que eu me encontrei,
foi no fundo do poço que eu enxerguei
que ninguém viria me salvar…
e tudo bem.
Porque ali, no escuro,
quando ninguém mais me via,
eu comecei a me reconstruir
com pedaços de coragem que eu nem sabia que existiam.
Eu abracei minhas cicatrizes,
beijei minhas feridas abertas,
e entendi que cada dor
era uma porta secreta
me levando de volta pra mim mesma.
Eu renasci.
Não de forma leve,
não de forma bonita,
mas de forma real, crua, intensa…
do jeito que a vida grita.
Aprendi que o amor próprio
não nasce em dias de sol,
ele cresce na tempestade,
quando você decide não se abandonar,
mesmo quando tudo dói ao redor.
Hoje eu brilho.
Mas não é um brilho qualquer…
é o brilho de quem sobreviveu,
de quem caiu mil vezes
e mesmo assim se reergueu.
É o brilho de quem se escolheu
quando ninguém mais ficou,
de quem se amou em silêncio
quando o mundo inteiro julgou.
Meu brilho não pede permissão,
não implora aceitação,
ele simplesmente existe —
forte, livre, inteiro,
feito um furacão.
E se um dia duvidarem de mim,
eu sorrio…
porque só eu sei
o inferno que atravessei
pra me tornar quem sou hoje.
Eu não sou mais dor.
Eu sou transformação.
Eu sou fogo que não apaga,
sou luz na escuridão.
Eu sou o meu próprio recomeço,
meu refúgio, minha direção…
Eu sou…
finalmente…
o meu brilho em expansão. ✨
#AmorPróprio
#Superação
#Renascimento
#ForçaInterior
#DaDorAoBrilho
—Paulinha Cunha—