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Encontrando Minha Força

Encontrando Minha Força

Eu caminhei por caminhos silenciosos,

onde o vento sussurrava dúvidas

e as sombras pareciam abraçar meus medos.

Cada passo parecia pesado,

como se o mundo inteiro insistisse em me dobrar,

mas em cada queda,

uma centelha se acendia dentro de mim.

Descobri que minha força não estava na ausência de dor,

mas na coragem de enfrentá-la,

de olhar nos olhos do medo

e sorrir mesmo quando tudo dizia “pare”.

Aprendi que meus olhos carregam oceanos de lágrimas,

mas também refletem o sol que insiste em nascer

mesmo após as noites mais longas.

Eu respirei fundo nos dias cinzentos,

e percebi que a tempestade não define quem sou,

mas molda minhas asas,

me ensina a voar apesar das correntes.

Cada cicatriz se tornou mapa de resistência,

cada silêncio, um grito contido

que agora ecoa com liberdade em minha alma.

Minha força brota do amor próprio,

da aceitação de que sou inteira, mesmo imperfeita.

Das escolhas difíceis que fiz,

dos sonhos que insisti em perseguir

mesmo quando ninguém acreditava.

Meu coração é uma bateria infinita de coragem,

minhas mãos constroem pontes

sobre rios que pareciam intransponíveis.

Não mais temo a minha própria sombra,

pois ela dança comigo e me lembra

que tudo que vivi me preparou para este instante.

A vida testou meu espírito,

mas meu espírito aprendeu a se reinventar.

Descobri que força não é levantar barreiras,

mas abrir portas,

abrir janelas,

abrir-se para a luz que insiste em me tocar.

E agora caminho, firme, consciente,

como quem conhece a própria essência,

como quem sorri diante do mundo

porque sabe que a tempestade já passou,

e a cada amanhecer,

minha força floresce de novo,

maior, mais viva, inquebrável.

Eu sou a força que encontrei no meu reflexo,

sou o grito que ecoa das profundezas,

sou a coragem que aprendi a carregar,

sou inteira, sou minha,

sou impossível de quebrar.

Porque descobrir a própria força

é perceber que o universo habita em nós,

que cada passo, cada queda, cada lágrima

não nos destrói, mas nos transforma,

e eu, finalmente, aprendi a dançar

com minha própria luz.

—Paulinha Cunha—

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