Entre amores e mentiras, eu caminho
por ruas que cheiram a lembranças e desatino.
Cada passo ecoa promessas quebradas,
cada sorriso, um segredo entre sombras veladas.
Te amei em silêncios que ninguém ouviu,
te procurei em abraços que o vento levou.
E no reflexo do espelho, vejo os pedaços meus,
rasgando-se em versos, consumidos pelo adeus.
Entre amores e mentiras, meu coração se perde,
entre o que sinto e o que tu me deste.
O beijo que jurava eternidade
foi máscara de uma triste realidade.
A noite me confessa segredos que não quero ouvir,
me conta que o amor às vezes sabe mentir.
E eu, com a alma em farrapos, tento entender
por que amar pode doer mais que sofrer.
Entre flores e espinhos, te busco sem razão,
te encontro em lembranças que queimam o chão.
Os sussurros doces viraram feridas abertas,
os abraços quentes, mentiras encobertas.
E ainda assim, algo em mim insiste,
acende a chama mesmo quando a brisa desiste.
Pois entre amores e mentiras há um fio tênue,
que nos prende, nos quebra, mas ainda mantém o desejo.
Entre promessas quebradas e olhares que enganam,
há noites em que minha alma desencana.
Mas mesmo no caos de te querer e me perder,
descubro que amar é, antes de tudo, aprender.
Aprender que o amor não é só luz e calor,
mas labirinto, espelho e dor.
Que entre abraços falsos e juras fingidas,
sobrevivem corações que ainda sonham vidas.
Entre amores e mentiras, eu me refaço,
aprendo a voar, mesmo com o passo escasso.
Pois cada lágrima é poesia, cada ferida é canção,
e mesmo na mentira, pulsa a verdade do coração.
Então sigo, entre suspiros e verdades veladas,
entre amores e mentiras, almas entrelaçadas.
E mesmo que o mundo insista em nos enganar,
continuo a amar, e aprendo a me encontrar.
— Paulinha Cunha —
#EntreAmoresEMentiras #PoemaLongo #SentimentosProfundos #AmorEDor #PoesiaQueToca