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✨🌑 Entre Céu e Escuridão 🌙🖤 Há amores que salvam… e há amores que deixam…

✨🌑 Entre Céu e Escuridão 🌙🖤
Há amores que salvam… e há amores que deixam cicatrizes até na alma.

Eu ainda me lembro da forma como você entrou na minha vida…
como quem chega sem fazer barulho,
mas muda completamente a direção do vento.

Você tinha cheiro de tempestade,
olhos carregados de silêncios,
e um coração tão quebrado quanto o meu.

Talvez tenha sido isso que nos aproximou.
Duas almas cansadas tentando fingir que ainda sabiam amar.

No começo, você era céu.
Era abrigo nas noites difíceis,
era sorriso em meio ao caos,
era paz escondida entre os meus medos.

Mas o amor tem lados escuros que ninguém conta.
E aos poucos, você virou escuridão.

Uma escuridão bonita…
dessas que a gente admira mesmo sabendo que pode destruir tudo.

Você me olhava como quem prometia eternidade,
mas me machucava como quem nunca aprendeu a ficar.

E eu fiquei.
Mesmo quando doía.
Mesmo quando cada despedida parecia arrancar um pedaço do meu peito.

Porque amar você era como cair lentamente de um precipício
enquanto eu fingia estar voando.

As pessoas perguntavam por que eu não ia embora.
Mas ninguém entende o que é amar alguém
que ao mesmo tempo te salva…
e te afunda.

Você virou vício.
Daqueles impossíveis de abandonar.

Eu me acostumei com suas ausências,
com suas mensagens frias,
com as promessas quebradas,
com o vazio que você deixava depois de cada adeus.

E ainda assim…
eu te esperava.

Meu coração era uma janela aberta no meio da tempestade.
Você entrava, bagunçava tudo,
derrubava minhas certezas
e depois desaparecia como fumaça na madrugada.

E eu chorava em silêncio.

Chorava no banho,
na cama,
olhando conversas antigas,
escutando músicas que ainda tinham o seu nome escondido entre os versos.

Porque existem saudades que não passam.
Elas apenas aprendem a morar dentro da gente.

Você já sentiu saudade de alguém que ainda está vivo?
Saudade de alguém que simplesmente escolheu partir
mesmo sabendo que levou metade da sua alma junto?

É uma dor estranha.
Não mata de uma vez.
Vai destruindo devagar.

E eu me destruí por você.

Escrevi cartas que nunca enviei.
Criei diálogos imaginários antes de dormir.
Voltei mil vezes nas lembranças
tentando encontrar o momento exato em que nós deixamos de ser “nós”.

Mas talvez nunca tenha existido um “nós”.

Talvez eu tenha amado sozinha.
Talvez você só gostasse da forma como eu te amava.

E isso dói.
Meu Deus… como isso dói.

Dói perceber que algumas pessoas entram na nossa vida apenas para ensinar despedidas.

Você me ensinou o silêncio.
Me ensinou o abandono.
Me ensinou que nem todo amor veio para permanecer.

Mas também me ensinou que o coração humano consegue sobreviver
mesmo depois de ser partido inúmeras vezes.

Ainda existem noites em que olho para o céu
e penso se você também lembra de mim.

Se ainda sente meu perfume perdido em algum lugar da memória.
Se ainda guarda nossas conversas.
Se ainda pensa em voltar.

Porque eu mentiria se dissesse que esqueci você.

A verdade é que existem pessoas que nunca vão embora completamente.
Elas ficam escondidas nos detalhes:
numa música,
num cheiro,
numa rua qualquer,
ou naquela madrugada silenciosa
em que o peito pesa mais do que o normal.

Você foi meu céu.
E também minha escuridão.

Foi o amor mais bonito…
e a dor mais cruel que já carreguei dentro do peito.

E talvez seja isso que torna algumas histórias inesquecíveis:
elas nunca terminam de verdade.

Elas continuam vivendo dentro da gente,
mesmo depois do último adeus.

—Paulinha Cunha—

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