Entre Lágrimas e Sorrisos
Guardei teu nome
no lugar onde o silêncio respira,
entre uma lágrima caída
e um sorriso que nunca terminou de nascer.
Havia distância —
não dessas que se mede em quilômetros,
mas daquelas que doem no peito
como um eco que não encontra resposta.
Senti tua ausência
nos detalhes mais pequenos:
na xícara esquecida na mesa,
no vento que atravessa a janela
como se procurasse teu rosto.
E mesmo assim, eu sorria —
um sorriso leve, quase quebrado,
porque amar também é isso:
sangrar bonito em segredo.
Minhas lágrimas sabiam teu caminho,
deslizavam lentas,
como quem tenta voltar para casa
sem saber se ainda existe abrigo.
Mas então veio o dia —
o impossível dobrando o tempo —
e teus olhos encontraram os meus
como se nunca tivessem partido.
No reencontro,
não houve palavras suficientes,
apenas o tremor das mãos,
o silêncio cheio,
e aquele olhar…
Ah, aquele olhar —
carregado de saudade,
de noites mal dormidas,
de sonhos que resistiram à distância.
Sorri chorando.
Chorei sorrindo.
Porque ali, entre lágrimas e sorrisos,
descobri que o amor verdadeiro
nunca se perde —
apenas espera o momento certo
de voltar a respirar no mesmo peito.
J