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Entre Lágrimas e Sorrisos

Entre Lágrimas e Sorrisos
Entre lágrimas silenciosas
e sorrisos que o mundo aplaude,
existe um coração que aprende
a sobreviver em meio ao caos.

Há dias em que a alma pesa,
como se carregasse o mundo inteiro nos ombros,
e outros em que o riso escapa leve,
feito vento que dança entre os sonhos.

Quem vê de fora, nem imagina
as batalhas travadas no silêncio da madrugada,
as noites em claro,
as palavras engolidas,
os sentimentos escondidos atrás de um “tá tudo bem”.

Porque nem toda lágrima é fraqueza,
e nem todo sorriso é felicidade.
Às vezes, sorrir
é só uma forma bonita de não desabar.

Entre quedas e recomeços,
o coração aprende a se reconstruir,
mesmo com rachaduras,
mesmo com cicatrizes que nunca vão sumir.

E há uma beleza estranha nisso tudo...
na dor que ensina,
na saudade que aperta,
na esperança que insiste em florescer
mesmo em terras devastadas.

Porque quem já chorou em silêncio,
sabe o valor de um abraço sincero.
Quem já sorriu por fora,
mesmo estando em pedaços por dentro,
aprendeu a ser forte sem fazer barulho.

E assim a vida segue...
um equilíbrio delicado
entre lágrimas e sorrisos,
entre despedidas e reencontros,
entre o que fomos
e o que ainda estamos nos tornando.

Há dias cinzentos, sim,
mas também existem aqueles
em que o céu parece conspirar a favor da felicidade.

E é nesse vai e vem de emoções
que a gente descobre:
não é sobre nunca cair,
é sobre sempre encontrar um motivo
para levantar de novo.

Porque cada lágrima que cai
rega uma nova versão de nós mesmos,
e cada sorriso, por menor que seja,
é um sinal de que ainda há luz.

Então, se hoje você chora,
permita-se sentir…
mas não se esqueça:
dentro de você ainda existe um sorriso
esperando a hora certa de florescer.

E quando ele vier…
vai iluminar tudo aquilo
que a dor tentou apagar.

—Paulinha Cunha—

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