P

Entre o Adeus e o Recomeço

Entre o Adeus e o Recomeço

Há um instante que não cabe no tempo,
um espaço suspenso entre o fim e o começo,
onde o coração aprende, em silêncio,
que partir também é uma forma de renascer.

Entre o adeus e o recomeço,
moram as palavras que não foram ditas,
os abraços que ficaram no ar,
e as lágrimas que caíram sem pedir licença.

É nesse intervalo invisível
que a alma se despede devagar,
como quem fecha uma porta antiga
sem saber ao certo o que encontrará do outro lado.

Dói…
dói como despedida em dia de chuva,
como saudade que insiste em ficar,
como um eco distante chamando por um nome
que já não responde mais.

Mas também há luz.

Uma luz tímida, quase escondida,
nascendo no fundo do peito cansado,
sussurrando baixinho:
“você ainda pode recomeçar.”

E então, entre lágrimas e coragem,
a gente recolhe os pedaços do que foi,
costura feridas com fios de esperança
e aprende a caminhar novamente — mesmo com medo.

Porque recomeçar não é esquecer,
é transformar.
É olhar para trás sem se perder,
é levar consigo apenas o que fortalece.

Entre o adeus e o recomeço,
a gente descobre que não acabou —
apenas mudou de forma.

Que o amor não se perde,
ele se reinventa.
Que a dor não é fim,
é passagem.

E assim, pouco a pouco,
o que parecia despedida eterna
se torna o primeiro passo
de uma nova história.

Mais leve.
Mais forte.
Mais verdadeira.

Porque toda vez que algo parte,
algo dentro da gente também nasce —
mais consciente,
mais inteiro,
mais preparado para florescer outra vez.

Entre o adeus e o recomeço,
existe você…
renascendo em silêncio,
mas brilhando mais do que nunca.

#EntreOAdeusEoRecomeço #PoesiaQueToca #RecomeçarSempre #SentimentosEmPalavras #Poemia

—Paulinha Cunha—