Entre o Infinito e o Teu Nome
Há um lugar em mim
onde o tempo não ousa entrar,
onde os relógios se quebram
e os segundos se tornam eternidade.
É lá que você vive.
Não como presença,
mas como um eco constante,
um sussurro que percorre minha alma
como vento que nunca se cansa de soprar.
Te sinto nas entrelinhas do silêncio,
na pausa entre uma respiração e outra,
no instante exato em que fecho os olhos
e tudo que existe…
é você.
Você é esse mistério bonito
que não sei explicar,
mas também não quero entender.
Porque sentir você
é como mergulhar no desconhecido
e ainda assim
se sentir em casa.
Há noites em que teu nome
arde em meus pensamentos,
como fogo que não queima,
mas aquece…
e consome.
E eu me perco —
não em você,
mas na ideia de nós.
No que poderíamos ser,
no que talvez nunca fomos,
no que insiste em existir
mesmo sem forma,
mesmo sem toque,
mesmo sem realidade.
E ainda assim…
é tão real.
Mais real que o chão sob meus pés,
mais real que o céu sobre minha cabeça.
Porque você não é algo que vejo,
é algo que sinto.
E sentir…
às vezes dói.
Mas é uma dor bonita,
dessas que a gente não quer curar,
dessas que a gente guarda
como quem protege um segredo.
Se eu pudesse te dizer tudo,
talvez o mundo se calasse
só para ouvir.
Mas palavras são pequenas
diante do que transborda aqui dentro.
Então eu escrevo.
Escrevo como quem tenta alcançar o infinito,
como quem tenta tocar o impossível,
como quem transforma saudade
em poesia.
E no fim…
tudo se resume a isso:
Você é o verso que nunca termina,
a história que nunca se fecha,
o sentimento que nunca se apaga.
E eu…
sou apenas alguém
que te sente
em cada pedaço do que escreve.
—Paulinha Cunha—
#PoesiaQueEncanta #VersosProfundos #SentimentosEmPalavras #PoemiaBrasil #AlmaQueEscreve
P
Entre o Infinito e o Teu Nome