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EU DECIDO MEU VALOR Hoje eu não peço permissão ao mundo para existir inteira…

EU DECIDO MEU VALOR

Hoje eu não peço permissão ao mundo
para existir inteira dentro de mim.
Não me ajoelho mais diante de olhares que pesam,
nem carrego expectativas que não me pertencem.

Eu aprendi, em silêncio e tempestade,
que ninguém toca o que eu escolho preservar.
Que nem todo julgamento me define,
e nem toda opinião me alcança.

Eu decido meu valor
quando deixo de mendigar migalhas de afeto
e reconheço que amor de verdade
não confunde, não diminui, não fere em silêncio.

Eu decido meu valor
quando fecho portas que insistem em me apagar
e abro janelas dentro de mim
onde a luz não pede desculpas para entrar.

Já me disseram que eu era pouco,
que eu era demais,
que eu era difícil de entender…
mas nunca me disseram que eu era livre.

E foi aí que eu descobri:
ser livre é não caber no que tentam me impor.

Eu não sou o reflexo do que esperam de mim.
Sou o resultado das minhas quedas,
das minhas reconstruções,
das minhas escolhas feitas com a alma tremendo,
mas ainda assim firmes.

Eu decido meu valor
quando escolho não voltar para lugares
onde precisei me diminuir para ser aceita.

Porque agora eu entendo:
quem me ama de verdade
não precisa que eu me encolha para existir.

Eu não sou metade, não sou rascunho, não sou tentativa.
Sou obra em movimento,
sou verbo em construção,
sou tudo aquilo que sobrevivi para me tornar.

E se o mundo ainda não entende minha luz,
eu sigo mesmo assim.
Brilhando sem pedir licença.
Caminhando sem pedir validação.
Sendo inteira, mesmo quando esperam que eu desmorone.

Eu decido meu valor…
e isso muda tudo.

—Paulinha Cunha—

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