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🌙✨ EU, INTEIRA E LIVRE ✨🌙 Há em mim uma força que não pede licença, não se…

🌙✨ EU, INTEIRA E LIVRE ✨🌙

Há em mim uma força que não pede licença,
não se curva ao que esperam,
não se dobra ao que impõem.
Sou feita de silêncio profundo e de tempestade,
de pausas que curam
e de passos que rompem correntes invisíveis.

Eu não sou metade de nada.
Não me procuro no reflexo do outro,
nem me encontro no que tentam me dizer que devo ser.
Eu me pertenço.
E isso já é revolução.

🌿 Existe em mim uma mulher que aprendeu a respirar mesmo quando o mundo apertou o peito.
Que chorou em segredo para depois sorrir em público sem perder a dignidade.
Que caiu… mas nunca pediu para permanecer no chão.

Sou feita de recomeços.
De versões minhas que morreram para que outras nascessem.
E cada morte interna me deixou mais viva.

✨ Não me encaixo em moldes.
Não sou produto de expectativas.
Sou criação diária,
sou poesia em construção,
sou verbo em movimento,
sou o que decidi ser quando parei de pedir permissão.

Há dias em que sou vento leve,
tocando a vida com delicadeza.
Outros dias sou incêndio,
queimando tudo o que não me serve mais.

E está tudo bem.
Porque até o caos em mim tem propósito.

🔥 Eu já tentei ser menor para caber em lugares que não me viam inteira.
Mas aprendi que caber não é viver.
E viver, de verdade, exige expansão.

Agora, quando me olham,
não me encontram em pedaços.
Me encontram inteira —
mesmo que ainda em construção.

🌙 Eu já não tenho medo de ser demais.
De sentir demais.
De amar demais.
De mudar demais.

Porque descobri que o “demais”
é só o nome que dão para quem se recusa a ser pouco.

Sou livre dentro de mim.
E isso não depende de ninguém.
Nem de lugar, nem de amor, nem de aprovação.

💫 Eu me escolho todos os dias.
Mesmo quando dói.
Mesmo quando falta chão.
Mesmo quando tudo parece silêncio.

Porque liberdade não é ausência de dor.
É presença de verdade.

E a minha verdade é simples:
eu não volto atrás de mim.

🌿 Já não me perco para ser aceita.
Agora, se for para perder algo,
que seja aquilo que me afasta de mim mesma.

Sou inteira nas minhas quedas.
Sou inteira nos meus recomeços.
Sou inteira até quando estou em pedaços —
porque até os pedaços me pertencem.

✨ E talvez seja isso que incomode:
eu não me diminui mais.

Não para caber.
Não para agradar.
Não para ser escolhida.

Eu já me escolhi.

🔥 E quem se escolhe… nunca mais implora por migalhas de existência.

Sou eu, inteira e livre,
mesmo quando ninguém entende.
Principalmente quando ninguém entende.

Porque a liberdade mais profunda
não faz barulho —
ela apenas acontece dentro.

E dentro de mim…
eu finalmente me encontrei.

🌙 E isso basta.


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—Paulinha Cunha—