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Fora da linha

Fora da linha
Você não tem vergonha
Vive na vida sem direção
Rebelde como quem sonha
Mas perdido na própria ilusão.

Parece um trem fora da linha
Descarrilado sem pensar
Corre sem ter uma trilha
Sem saber onde vai parar.

Teu jeito fere e desatina
Machuca sem perceber
Brinca com quem te estima
Sem nem ao menos se conter.

No silêncio da noite eu me encontro
Com tudo que fui e aínda sou
Carrego verdades no peito
Que o tempo jamais apagou.

Autor: Milton da Costa