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Hortus.

Hortus.
Sempre fui atraído pelas flores

Não de uma forma superficial, como um mero apreço pela beleza
É algo mais profundo, quase visceral
Quando me aproxximo de uma flor, sinto como se estivesse diante de um enigma, uma pequena explosão de cor e forma, um perfume que embriaga os sentidos, e um silêncio que fala mais alto do que qualquer palavra

Eu, que passei tanto tempo buscando respostas em livros e teorias, encontro uma quietude supreendente no coração de uma flor
Ela não se esforça para ser bela,
Ela simplesmente é
Naturalmente estonteante

E é essa naturalidade que me fascina
A flor é a personificação da efemeridade, da beleza passageira
Ela sabe que seu tempo é limitado, que suas pétalas murcharão e cairão
Mas, em vez de se lamentar, ela abraça a breviedade de sua existência
Ela vive intensamente, aproveitando cada raio de sol, cada gota de chuva, cada brisa suave

Observo suas cores vibrantes, suas formas complexas, e me pergunto:
Qual o segredo que elas guardam?
Qual a mensagem que elas querem transmitir?

Acredito que a flor nos ensina sobre a importância do presente
Sobre a beleza da imperfeição
Sobre a alegria de simplesmente ser

Essa é a linguagem secreta das flores

E, talvez, as flores me ensinem sobre mim mesmo
Sobre a necessidade de deixar ir, de me entregar ao fluxo da vida, de florescer em meio à adversidade
Porque, no fim das contas, a vida é como uma flor:

Um breve momento de beleza e fragilidade, um presente precioso que merece ser apreciado em sua plenitude.
Hortus.