Há noites em que o silêncio pesa mais que o mundo,
e o coração se desfaz em fragmentos invisíveis,
como estrelas que morrem sem plateia,
como sonhos que se apagam antes de nascer.
E ali, no escuro do peito,
onde ninguém enxerga,
brotam lágrimas —
não de fraqueza,
mas de uma alma que sente demais.
São lágrimas feitas de lembranças,
de promessas que o tempo não cumpriu,
de abraços que ficaram pela metade,
de palavras que nunca tiveram coragem de existir.
E elas descem…
lentas, silenciosas, profundas,
como rios secretos que percorrem o rosto
sem pedir licença, sem pedir perdão.
Mas há algo mágico na dor que ninguém explica:
cada lágrima que cai
carrega em si um brilho escondido,
um fragmento de luz que insiste em sobreviver.
Porque mesmo na tristeza mais intensa,
existe uma chama que não se apaga,
um sussurro dizendo:
“você ainda está aqui… você ainda sente… você ainda vive.”
E então, o que parecia apenas dor
começa a se transformar…
as lágrimas viram fios de luz,
costurando o que estava quebrado,
iluminando as partes esquecidas da alma.
Cada gota se torna resistência,
cada suspiro vira renascimento,
cada ferida, uma nova forma de existir.
Porque quem chora, também se reconstrói,
quem sente, também floresce,
e quem se permite doer…
descobre a própria força escondida no caos.
Há beleza no recomeço silencioso,
na coragem de continuar mesmo sem respostas,
na esperança que nasce pequena,
mas insiste em crescer dentro do peito.
E assim, pouco a pouco,
o que era escuridão se torna caminho,
o que era dor se transforma em poesia,
e o que eram lágrimas…
viram luz. ✨
—Paulinha Cunha—
#LágrimasEmFiosDeLuz #PoesiaQueToca #SentimentosProfundos #AlmaQueSente #VersosDeLuz