No silêncio da noite, onde os sussurros se perdem,
E a lua se esconde atrás de nuvens pesadas,
Sinto um frio que abraça minha alma e não me deixa fugir,
Mas mesmo na escuridão, há uma chama que insiste em brilhar.
Cada lágrima caída desenha rios invisíveis em meu rosto,
Mas cada dor, cada ausência, cada sombra que me persegue,
Se transforma em fio de luz que me guia,
Mostrando que mesmo no vazio, há caminhos escondidos.
As estrelas cintilam como lembranças distantes,
Memórias de momentos que pensei ter perdido para sempre,
Mas a vida, com sua poesia silenciosa, sussurra:
“Há beleza até no caos, há vida até na dor.”
E sigo caminhando entre sombras que se arrastam,
Mas a cada passo, sinto a luz crescendo em mim,
Não é luz do mundo, não é luz que se vê com olhos,
É luz que arde no peito, que transforma o medo em coragem.
Ouço vozes antigas, ecos de sonhos esquecidos,
E elas me dizem que a esperança não tem tempo nem forma,
Que a escuridão não é inimiga, mas sim tela em branco,
Onde posso pintar a minha própria aurora, minha própria redenção.
E quando tudo parece perdido, quando o mundo silencia,
Vejo pequenas faíscas surgindo dentro do coração,
Sinais de que a vida ainda pulsa, ainda sente, ainda ama,
E que a luz, por menor que seja, nunca deixa de existir.
Então danço com meus próprios medos,
Abraço meus fantasmas, e deixo que me ensinem,
Que até na mais densa escuridão,
Existe sempre um caminho, existe sempre uma luz.
E sigo, iluminada pela chama que ninguém pode apagar,
Com passos firmes, mesmo quando a noite é profunda,
Porque aprendi que ser luz não é não sentir a dor,
É brilhar mesmo quando tudo ao redor insiste em apagar você.
Que minha luz toque aqueles que também caminham na sombra,
Que minhas palavras sejam farol para corações perdidos,
Que cada suspiro se transforme em força, cada lágrima em coragem,
E que a escuridão, por mais sombria, seja apenas o começo da minha luz.
—Paulinha Cunha—
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