✨🌧️ Luz que Surge da Dor 🌧️✨
Há um silêncio que grita dentro da alma,
um eco antigo que mora nas partes esquecidas de mim…
e ainda assim, eu sigo.
Mesmo quando tudo parece desabar por dentro,
mesmo quando o mundo não vê minhas rachaduras,
eu aprendi a florescer no escuro.
Porque nem toda dor vem para destruir.
Algumas dores vêm para ensinar a respirar de novo.
Algumas dores vêm como tempestades necessárias,
para lavar aquilo que a gente não queria mais carregar.
Eu já fui chão quebrado.
Já fui noite sem estrelas.
Já fui palavra engasgada no peito,
já fui lágrima que ninguém viu cair.
Mas mesmo assim… eu sobrevivi a mim.
E sobreviver não é apenas continuar.
É transformar cacos em espelhos.
É aprender a olhar para dentro sem medo do que vai encontrar.
É entender que até as partes feridas podem virar poesia.
A dor me visitou como quem não pede licença,
sentou na minha alma e fez morada por um tempo.
Mas eu descobri algo que ela não esperava:
eu não era casa permanente da tristeza.
Dentro de mim havia uma centelha.
Pequena, quase invisível…
mas viva.
E foi ali, no meio do caos,
que essa luz começou a surgir.
Não foi um brilho instantâneo.
Foi um nascimento lento.
Como o sol que não tem pressa de vencer a noite,
mas vence mesmo assim.
Hoje eu entendo:
toda dor carrega um nome secreto — transformação.
E todo fim esconde um começo disfarçado.
Eu não sou mais a mesma de antes.
E isso não me assusta.
Porque algumas versões nossas precisam morrer
para que a verdade possa respirar.
Se você está lendo isso no meio da sua própria tempestade,
saiba: você não está quebrado.
Você está em construção.
E o que parece fim…
pode ser apenas o momento exato em que a luz começa a nascer.
Não apague sua dor.
Escute-a.
Ela pode estar te mostrando o caminho de volta para si.
E quando você menos esperar…
vai perceber que a dor não venceu.
Ela apenas te lapidou.
E agora você brilha de um jeito que nem sabia que era possível.
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—Paulinha Cunha—
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