Matemos Deus, o romance, a metafísica.
Matemos as estações, as artes e as cores.
Matemos a música e o sonhar.
Amordacemos as incertezas e os devaneios.
Incendiemos parques de tulipas e moinhos.
Criemos prisões aos poetas.
Matematizemos o inconsciente.
Sistematizemos as inspirações.
Esquartejemos a literatura.
Sancionemos a esperança.
Tribalizemos a dignidade.
Leiloemos a ética.
Consumamos os patrimônios da humanidade.
Desmatemos e evitemos a safra do respeito.
Produtizemos as sinfonias e as pinceladas de todos os séculos.
Territorializemos as renúncias e os egos.
Monetizemos a meritocracia.
Artificializemos o protagonismo dos fracassos homéricos.
...Sobrevivamos ao Capital, ao capital.