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Meu Próprio Refúgio

Meu Próprio Refúgio

Em mim, construí um castelo invisível,

feito de sussurros e lembranças,

onde o vento carrega segredos que ninguém ousa perguntar,

onde cada pedra é um pedaço de mim

que o mundo nunca pisou.

Ali, eu me escondo e me encontro,

danço sozinha nos corredores da minha alma,

canto melodias que o silêncio guarda,

e rio com a pureza de quem aprendeu

que a solidão não é abandono,

mas um abraço que só eu posso dar.

O céu do meu refúgio é pintado de memórias,

tons de azul profundo e dourado ao entardecer,

e a lua, minha companheira fiel,

vigia meus pensamentos, meus medos, minhas paixões.

Não há pressa aqui, nem relógios cruéis,

apenas o tempo que se curva

à delicadeza de meus sonhos.

Cada canto é um poema não escrito,

cada sombra, um sentimento guardado,

cada raio de sol que atravessa a janela

é uma promessa de esperança silenciosa.

Eu converso com minhas próprias sombras,

beijo meus próprios medos,

e celebro meus pequenos triunfos

como quem celebra a vida inteira.

Aqui, sou inteira e fragmentada ao mesmo tempo,

sou tempestade e calmaria,

sou fogo e água,

sou grito e silêncio.

E se o mundo lá fora tenta me moldar,

me dobrar, me apagar,

no meu refúgio eu sou inquebrável,

indomável, infinita.

E quando a noite cai com seu manto de estrelas,

eu me permito viajar por mares de lembranças,

navegar entre desejos que não se confessam,

mergulhar em rios de emoções que me pertencem.

Cada lágrima é cristal, cada sorriso é luz,

cada pensamento é a chave

que abre portas secretas dentro de mim.

Meu refúgio não tem portas nem paredes,

ele existe no silêncio das minhas escolhas,

na coragem de me priorizar,

na arte de me reconstruir todos os dias.

E se alguém ousar entrar,

encontrará apenas o reflexo da minha essência:

forte, livre, selvagem,

e eternamente minha.

Porque meu refúgio não é apenas um lugar,

é um estado de ser,

uma certeza de que posso existir

sem pedir permissão,

sem me desculpar,

sem me perder nos outros.

Aqui, eu sou inteira.

Aqui, eu sou paz.

Aqui, eu sou caos.

Aqui, eu sou amor próprio em sua forma mais pura,

meu próprio refúgio, minha própria vida,

meu próprio universo. 🌌💫🕊️

—Paulinha Cunha—

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