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Meu Refúgio Interior Dentro de mim existe um lugar que ninguém toca… um…

Meu Refúgio Interior

Dentro de mim existe um lugar que ninguém toca…
um silêncio que grita baixinho quando a saudade aperta,
e um coração que aprendeu a sangrar sem fazer barulho.

É ali, no meu refúgio interior,
que eu te encontro mesmo quando não deveria,
que eu revivo palavras que já deveriam ter morrido,
e ainda assim insistem em respirar dentro de mim.

Tem dias que o amor vira lembrança,
e a lembrança vira faca suave cortando devagar,
sem pressa… como quem sabe que dói mais assim.

Eu te amei no intervalo entre o certo e o impossível,
no espaço onde ninguém deveria morar,
mas você ficou… mesmo quando partiu.

E agora sou eu,
entre o que fui pra você
e o que tento ser sem você.

Meu refúgio interior não é paz…
é guerra silenciosa.
É você chegando em pensamento
sem pedir licença, sem bater na porta,
como se ainda tivesse direito de morar em mim.

E talvez tenha.
Talvez certas pessoas nunca saiam,
só mudem de lugar dentro da gente.

A saudade aqui não passa — ela se acomoda.
Ela senta ao meu lado no fim da noite
e me lembra tudo o que eu finjo esquecer durante o dia.

Eu sigo…
mas sigo com pedaços seus em cada passo.
Sigo sorrindo com olhos que já choraram demais,
sigo forte com um coração que ainda te procura no escuro.

Porque o amor mal resolvido
não acaba… ele se transforma em eco.
E eco nunca morre, só volta.

Se eu me perco às vezes,
é porque me encontro em você
mesmo quando não quero.

E no fundo, bem no fundo,
meu refúgio interior ainda te chama em silêncio,
como quem sabe que algumas histórias
não terminam… apenas se repetem dentro da gente.

Talvez um dia eu te deixe ir de verdade.
Ou talvez eu só aprenda a viver
com essa parte de mim que insiste em te amar.

Enquanto isso… eu fico aqui.
Inteira por fora,
mas em ruínas bonitas por dentro.

—Paulinha Cunha—

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