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Minha Luz Não Se Apaga Há dias em que o mundo parece esquecer que dentro de…

Minha Luz Não Se Apaga

Há dias em que o mundo parece esquecer
que dentro de cada peito existe uma batalha silenciosa.
Dias em que as palavras pesam,
os sonhos cansam,
e a alma caminha descalça sobre estradas de pedras.

Eu também conheci essas estradas.

Conheci o frio das despedidas que nunca tiveram explicação.
Conheci o vazio das promessas que se perderam no vento.
Conheci a saudade que chega sem avisar
e se senta ao nosso lado como uma velha conhecida.

Quantas vezes pensei que minhas forças estavam no fim?

Quantas vezes olhei para o céu procurando respostas
e encontrei apenas silêncio?

Quantas vezes sorri para o mundo
enquanto meu coração chorava escondido?

Mas foi justamente nos momentos mais escuros
que descobri algo extraordinário.

Descobri que existe uma luz dentro de mim.

Uma luz que não depende do sol.
Uma luz que não depende dos aplausos.
Uma luz que não depende da aprovação de ninguém.

Uma luz que nasceu comigo.

Ela já esteve coberta por lágrimas.
Já esteve escondida atrás de medos.
Já esteve sufocada por decepções.

Mas nunca deixou de existir.

Porque algumas luzes não foram feitas para apagar.

Foram feitas para resistir.

Resistir às tempestades.
Resistir às ausências.
Resistir às feridas que o tempo ainda não curou.

E eu resisti.

Quando me disseram que eu não conseguiria,
eu continuei.

Quando duvidaram dos meus sonhos,
eu continuei.

Quando a vida me derrubou,
eu me levantei mais uma vez.

Não porque era fácil.

Mas porque dentro de mim havia uma chama
que se recusava a morrer.

Uma chama feita de esperança.

Esperança de dias melhores.
Esperança de reencontros.
Esperança de que cada lágrima derramada
um dia se transformaria em aprendizado.

Hoje eu entendo que a verdadeira força
não está em nunca cair.

Está em levantar mesmo quando tudo dói.

Está em continuar acreditando
quando ninguém mais acredita.

Está em caminhar no escuro
sabendo que a própria alma pode servir de lanterna.

Minha luz não se apaga.

Ela brilha nas minhas cicatrizes.
Ela brilha nas minhas lembranças.
Ela brilha nos sonhos que ainda carrego comigo.

Ela brilha porque cada dor que vivi
me ensinou algo sobre coragem.

Ela brilha porque cada adeus
me ensinou algo sobre amor.

Ela brilha porque cada queda
me ensinou algo sobre recomeços.

E se hoje ainda existem lágrimas em meus olhos,
também existe esperança.

Se ainda existem saudades em meu peito,
também existem motivos para seguir.

Se ainda existem noites difíceis,
também existem amanheceres esperando para nascer.

Porque a vida é assim.

Ela nos desafia.
Ela nos molda.
Ela nos transforma.

Mas nunca pode apagar aquilo
que fomos destinados a ser.

Por isso sigo em frente.

Com minhas imperfeições.
Com minhas histórias.
Com minhas cicatrizes.

Sigo carregando minha luz.

Não a luz da perfeição.

Mas a luz da persistência.

A luz de quem sobreviveu aos próprios medos.

A luz de quem aprendeu que o valor de uma pessoa
não está nas vezes em que venceu,
mas nas vezes em que decidiu não desistir.

Minha luz não se apaga.

Ela dança com o vento.
Ela enfrenta a chuva.
Ela atravessa a escuridão.

E mesmo quando o mundo inteiro parece cinza,
ela continua brilhando.

Talvez mais forte.

Talvez mais bonita.

Talvez mais verdadeira.

Porque agora sei que nenhuma tempestade é eterna.

Nenhuma dor é infinita.

Nenhuma noite consegue impedir para sempre
a chegada de um novo amanhecer.

E enquanto existir um sonho em meu coração,
uma esperança em minha alma
e um motivo para continuar,

minha luz permanecerá acesa.

Não importa quantas vezes tentem apagá-la.

Não importa quantas sombras apareçam pelo caminho.

Não importa quão longa seja a noite.

Porque aprendi que algumas luzes nasceram para iluminar.

E a minha é uma delas.

E você?

Em algum momento da sua vida, já precisou lutar para manter sua própria luz acesa?

—Paulinha Cunha—

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