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MINHA PRÓPRIA LUZ

MINHA PRÓPRIA LUZ
Eu aprendi a caminhar no silêncio da minha alma,
onde o mundo sussurra e o medo insiste em me prender.
Cada passo é uma chama que nasce do meu próprio peito,
uma centelha que desafia a escuridão que tenta me engolir.

Não dependo da lua nem do sol para me iluminar,
pois carreguei em mim uma luz que se recusa a se apagar.
Ela dança entre as sombras dos meus dias cansados,
e transforma lágrimas em estrelas,
dor em força,
solidão em abraço.

Houve momentos em que pensei em me perder,
em deixar que a vida me moldasse como barro frágil.
Mas descobri que minha essência é fogo,
e que cada queda era apenas o compasso
de uma melodia que eu mesma estava aprendendo a reger.

Minha própria luz não brilha para os outros,
não busca aplausos, não implora reconhecimento.
Ela pulsa no silêncio da minha coragem,
cresce na persistência do meu coração,
se fortalece na certeza de que posso ser inteira,
mesmo quando tudo parece fragmentado.

Quando olham para mim, veem apenas a superfície,
mas dentro há uma constelação inteira,
um universo que respira e que se recusa a ser apagado.
Minhas cicatrizes não são feridas,
são mapas de batalhas vencidas,
provas de que sobrevivi a tempestades
que juravam me quebrar.

E é nesse instante, nesse exato sopro de vida,
que compreendo a verdade mais pura:
não preciso de ninguém para me completar,
pois me encontrei no brilho do meu próprio olhar.
Sou farol para meus próprios medos,
refúgio para minhas próprias dores,
e força para atravessar cada noite que insiste em se alongar.

Minha luz é revolução e poesia,
é grito e sussurro,
é medo e coragem,
é tudo aquilo que ninguém mais pode roubar.
E quando o mundo tenta me apagar,
eu simplesmente acendo outra vela,
outra chama, outro universo dentro de mim,
porque aprendi que minha própria luz
é infinita,
hipnotizante,
impossível de ser contida.

Hoje, me celebro inteira,
me abraço no meu próprio reflexo,
me venero na simplicidade da minha própria essência.
E se você olhar de perto,
pode sentir o calor dessa luz
que não depende de aprovação,
que não se curva ao julgamento,
que apenas existe
e transforma tudo ao redor
em possibilidade, em esperança, em vida.

Eu sou minha própria aurora,
meu próprio crepúsculo,
minha própria estrela cadente que rasga o céu da madrugada.
E mesmo quando tudo parece perdido,
quando o vento sopra forte e a noite se alonga,
sei que tenho em mim a chama mais poderosa:
sou minha própria luz,
e nada, nem ninguém,
pode apagar o brilho que escolhi carregar.

—Paulinha Cunha—


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