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NO SILÊNCIO DE UM BEIJO QUE DIZ TUDO Há um instante que não pede licença pra…

NO SILÊNCIO DE UM BEIJO QUE DIZ TUDO


Há um instante que não pede licença pra existir,
Ele chega devagar… mas não quer mais partir,
Se esconde no toque, no jeito de sentir,
E transforma dois corpos em um só por um porvir.

Teus lábios encontram os meus sem fazer alarde,
Como quem entende que o amor não é covarde,
E nesse encontro calmo, intenso e suave,
O tempo se perde… e o mundo já não invade.

Teu toque no rosto não é só pele com pele,
É um gesto que fala, que acalma, que impele,
É como se o universo inteiro se revele,
Num segundo eterno onde tudo se atreve.

Teus dedos me guiam como quem já conhece,
Cada curva, cada medo que ainda permanece,
E sem dizer nada, tua alma confessa e aquece,
Aquilo que o coração guarda… mas não esquece.

Teu respirar mistura no ar que eu respiro,
E nesse instante tão puro, tão raro, tão vivo,
Não existe passado, nem dor, nem motivo,
Só esse agora que pulsa em tom decisivo.

Te beijo como quem reencontra o próprio lar,
Como quem se perdeu e voltou a se achar,
Como um mar que precisa da lua pra se acalmar,
Ou um verso incompleto que enfim vai rimar.

E se o mundo lá fora insiste em correr,
Aqui dentro tudo aprende a permanecer,
Porque há coisas que não precisam acontecer,
Elas simplesmente… nascem pra viver.

Teus lábios não falam, mas sabem dizer,
Que há sentimentos difíceis de compreender,
E nesse beijo calado, sem nada prometer,
Existe mais verdade do que qualquer “pra sempre” que se possa escrever.

Teu rosto tão perto, quase dentro do meu,
Me mostra que o amor não é algo que se perdeu,
Ele só espera o momento em que o coração cedeu,
E finalmente entendeu… que amar nunca morreu.

Se esse instante acabar, que fique em mim,
Como um eco suave que não tem fim,
Como lembrança viva do que senti assim,
Inteiro, profundo… verdadeiro em mim.

Porque há beijos que não são só paixão,
São encontros de alma, são conexão,
São pedaços do infinito em forma de emoção,
Que se eternizam no peito… feito canção.

E mesmo que o tempo tente apagar,
O que nasceu aqui vai sempre ficar,
Guardado no silêncio que insiste em lembrar,
Que amar… às vezes… é só saber parar.

E nesse toque leve que insiste em durar,
Há segredos que o tempo não pode explicar,
São verdades que nascem sem precisar falar,
E sentimentos que aprendem sozinhos a ficar.

Teu cheiro se perde na minha memória,
Como um verso antigo guardado na história,
E cada segundo contigo vira uma vitória,
De um amor que não cabe em nenhuma teoria.

Teus olhos fechados dizem mais que mil falas,
São como portas abertas sem trancas nem malas,
Onde o medo se cala e a alma se embala,
Num silêncio bonito que tudo iguala.

Teu corpo tão perto, em calma harmonia,
É como poesia que encontra melodia,
É verso com rima, é noite com dia,
É o caos se rendendo à mais pura sintonia.

E nesse encontro que não pede razão,
Nem regras, nem lógica, nem explicação,
Existe algo maior que qualquer definição,
Um sentir que transborda além do coração.

Se o mundo gritasse tentando impedir,
Ainda assim nossos lábios iriam se unir,
Porque há forças na vida difíceis de medir,
Que nascem no peito… e escolhem existir.

E cada segundo que aqui se revela,
É como um suspiro preso numa aquarela,
Pintando de amor essa cena tão bela,
Onde dois viram um… e o resto se cancela.

E se um dia a distância ousar nos chamar,
Que esse beijo permaneça pra nos lembrar,
Que o amor verdadeiro não sabe acabar,
Ele só aprende… novas formas de ficar.

Porque o que é vivido com alma e verdade,
Não se apaga com o tempo nem com a saudade,
Vira parte do ser, vira eternidade,
Mesmo longe… ainda é proximidade.

E nesse silêncio onde tudo aconteceu,
Fica a marca suave do que se escreveu,
Sem tinta, sem papel… mas que permaneceu,
Gravado onde só o amor entendeu.

02 de abril de 2026
WILLAD LIMA
LEI Nº 9.610/98 – DIREITOS AUTORAIS