P

O Amor que Não Morre

O Amor que Não Morre

Há um amor que persiste nas sombras do silêncio,
que se esconde nos sussurros da madrugada,
que se aninha no canto mais profundo do peito
e insiste em existir mesmo quando o mundo diz que acabou.

É o amor que não se curva ao tempo,
nem se rende às tempestades da vida.
Ele sobrevive às palavras não ditas,
às promessas quebradas,
às distâncias que tentam apagar o calor do coração.

Este amor caminha por ruas desertas
onde as lembranças ecoam em passos suaves,
onde o cheiro de saudade mistura-se com a esperança
e onde cada batida é um lembrete silencioso:
“Eu estou aqui, mesmo quando você não vê.”

Ele nasce nos olhos que brilham ao lembrar de um toque,
nas mãos que procuram o abraço que já não volta,
nos sorrisos tímidos que escondem lágrimas,
nas cartas que nunca foram enviadas
e nas músicas que ainda tremem nas cordas da alma.

O amor que não morre não conhece esquecimento.
Ele habita o ontem, mas também se espalha pelo amanhã,
como sementes lançadas ao vento,
esperando florescer no solo certo,
no instante em que o coração estiver pronto para sentir.

Ele não se desfaz nas discussões,
não se perde nos desencontros,
não se dissolve na indiferença.
Ele é a chama que permanece acesa
quando todos os outros fogos já se apagaram.

E mesmo quando a vida tenta apagar sua força,
quando os dias se tornam cinza e silenciosos,
ele insiste em brilhar, pequeno, tímido, mas verdadeiro,
lembrando que o amor eterno não se mede em tempo,
mas em intensidade, em coragem, em memória.

Porque há amores que o mundo não entende,
que desafiam a lógica, que transbordam o corpo,
que atravessam rios, montanhas e desertos,
que se escondem nas entrelinhas da rotina
e surgem nas horas mais improváveis.

É o amor que não morre
que dança na chuva sem medo de se molhar,
que fala nas entrelinhas, que grita no silêncio,
que vive no coração de quem sabe sentir
mesmo quando tudo parece perdido.

E se algum dia alguém lhe disser que acabou,
que foi apenas um capítulo,
não acredite: o amor que não morre
simplesmente muda de forma,
mas jamais se despede.

Ele persiste. Ele resiste. Ele existe.
Mesmo que a vida tente convencê-lo do contrário,
ele é eterno, infinito, invencível.
Ele é o amor que não morre —
e você sente, você sabe, você vive.

—Paulinha Cunha—

#AmorEterno #AmorQueNãoMorre #PoemasDeAmor #SentimentosQueFicam #CoraçãoPoético