o conto do soberbo, na extrema ignorância.
Eu sou só eu ,e além de mim só existem estátuas na multidão...
Minha companhia é exclusiva, e o espelho apenas tenta imitar o meu reflexo, a sociedade é de plebeus e pagãos, vagabundos miseráveis, que rastejam pra um sistema feito de mentes pobres.
O alicerce nem me serve ,é um palco deselegante e ofensivo para os meus pés, a vista é brega e cafona, pobre em arte e cheia de defeitos.
E quem são os nobres, se não um monte de vermes enfeitados de ouro e prata , que saem desvalorizando o brilho valioso dos objetos preciosos.
Ah ,no mínimo eu aceito aplausos do alto escalão, mas não me rebaixo a aplausos da plebe cheia de pagãos.
Não toco em gente suja, são piores que insetos, e vermes do chão ,nem em gente pobre e esfarrapada, e eu tenho nojo de lares imundos e sem glamour ,fazem mal para o minha vista e meu corpo.
Eu aprecio minha aparência, e a aparência da multidão é extravagante e sem beleza, os comparo com as aberrações mais horríveis , são feios e sem um pingo de atração.
Não preciso de asas e nem de auréola, nem de chifres e de coroa, eu sou um perfeccionista ao extremo e egoísta, e o mundo não merece meus aplausos, muito menos a minha menção.
Sou um ser agraciado e brilhante por dentro, e o lado de fora eu me protejo com várias camadas, por que o ambiente ao redor está infestado de pessoas fracas e inferiores.
Nenhuma autoridade desse mundo é digna de meus ideais, estou no topo da ignorância, da arrogância, da soberba ,e da vaidade, eu sou um ser que se detém como intocável e incomparável, em beleza e intelecto, em aura e presença, eu sou o digno, mais que qualquer criação dessa terra mundana cheia de vidas inferiores, estou além dos demônios de Laplace, e das falsas divindades .
Eu sou minha própria entidade, descendência única, e uma dividande em ascensão.
Ọ