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Onde a Saudade Não Aprende a Ir Embora

Onde a Saudade Não Aprende a Ir Embora
Há um lugar em mim
onde o tempo não passa,
onde teu nome ainda respira
entre os silêncios que finjo não ouvir.

É um território esquecido pelo mundo,
mas vivo demais dentro do meu peito,
onde cada lembrança tua
é uma chama que insiste em não se apagar.

E eu tento…
Deus sabe como eu tento,
reorganizar o caos que você deixou,
costurar as partes que você levou sem pedir.

Mas o amor mal resolvido
é uma casa sem portas,
onde a gente entra…
e nunca mais consegue sair.

Você ainda mora nos detalhes:
no jeito que o vento bate na janela,
na música que toca sem querer,
no gosto amargo do café que eu nunca mais adocei.

E dói…
dói de um jeito que não sangra por fora,
mas grita por dentro,
como se a alma tivesse aprendido a chorar sem fazer barulho.

Saudade não é só lembrar,
é reviver sem poder tocar,
é sentir falta até do que doía,
porque ao menos… você ainda estava lá.

E eu fiquei aqui,
preso entre o que fomos
e o que nunca tivemos coragem de ser.

Fiquei com promessas pela metade,
com abraços que não aconteceram,
com palavras engasgadas
que hoje ecoam como despedidas tardias.

Talvez a gente tenha sido isso mesmo:
um quase intenso demais,
um amor que ardeu forte,
mas não soube durar.

E mesmo assim…
mesmo depois de tudo,
meu coração ainda comete o erro
de te procurar no meio da madrugada.

Porque tem amores
que não acabam…
só aprendem a doer em silêncio.

E o pior de tudo
não é ter te perdido,
é saber que uma parte de mim
ainda te espera…

mesmo sabendo
que você não volta.

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#AmorMalResolvido
#QuaseAmor
#DorNaAlma
#SentimentosProfundos

—Paulinha Cunha—
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