Onde Moram as Emoções
No silêncio dos meus pensamentos,
há uma casa antiga,
com paredes de lembranças,
janelas abertas para o céu da alma,
e portas que rangem segredos que ninguém ousa abrir.
Lá dentro, a alegria dança como luz de verão,
sorrindo em cantos escondidos,
colorindo os dias cinzentos com tons de risos,
e deixando no ar o perfume suave da esperança.
A tristeza, quieta, mora no sótão,
com livros antigos de memórias,
chorando às vezes em silêncio,
mas ensinando que cada lágrima
é uma ponte para o coração que aprende a se conhecer.
O medo se esconde nos corredores estreitos,
sussurrando dúvidas e “e se…”
tentando me paralisar,
mas eu aprendi a andar devagar por esses caminhos,
a escutar sem me perder,
a respirar enquanto ele insiste em existir.
O amor ocupa a sala principal,
com seus tapetes de carinho,
quadros de abraços e janelas de paixão.
É lá que meu coração se expande,
que as batidas são música,
e cada gesto se transforma em poesia.
A raiva, às vezes, explode na cozinha,
com cheiro de tempestade e fogo contido,
mas depois se esconde na pia da consciência,
lembrando que até a fúria tem seu lugar,
e que o perdão é a chave da porta do equilíbrio.
A saudade caminha pelos corredores como vento,
sussurrando nomes e lugares,
lembrando pessoas que já se foram,
mas que moram para sempre
em cantos secretos da memória.
A coragem, tímida, espera na varanda,
olhando o horizonte com olhos firmes,
pronta para me puxar quando o mundo pesa,
me lembrando que dentro de cada medo
há uma força que ainda não descobri.
E assim, nesse lar de emoções,
cada cômodo tem sua própria luz e sombra,
cada parede guarda risos e lágrimas,
cada canto respira histórias e sentimentos.
Aqui eu aprendi a ser inteira,
a abraçar cada visita inesperada,
a acolher até as tempestades,
porque sei que é nesse lar,
onde moram todas as emoções,
que eu encontro a mim mesma.
🌸💫💔❤️🔥✨
—Paulinha Cunha—
#OndeMoramAsEmoções #PoemaLongo #SentimentosProfundos #AmorPróprio #Poemia
P