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Quando a Saudade Decide Ficar e o Amor Não Sabe Partir

Quando a Saudade Decide Ficar e o Amor Não Sabe Partir

Há dias em que a saudade não bate na porta…

ela entra sem pedir licença, senta no peito e decide morar.

Hoje, sexta-feira, 8…

parece que o tempo resolveu pesar mais do que o normal,

como se cada segundo carregasse o nome de alguém que já foi embora,

mas nunca realmente saiu daqui.

Eu te procurei nos detalhes pequenos da rotina,

no silêncio entre uma mensagem não respondida e outra que eu nunca tive coragem de enviar.

Te encontrei nas lembranças que insistem em ser mais vivas do que o presente,

como se o passado fosse o único lugar onde ainda existimos juntos.

E dói.

Dói de um jeito que não grita,

mas corrói por dentro, devagar, como mar que insiste na pedra até transformá-la em areia.

É uma dor educada… silenciosa…

daquelas que ninguém vê, mas a alma sente sem descanso.

Porque tem amores que não acabam,

só se perdem no caminho.

E ficam assim…

meio vivos, meio mortos,

habitando a gente como uma casa sem luz.

Eu tento seguir.

Juro que tento.

Mas tem dias que a saudade te escolhe de novo,

como se o coração não soubesse desaprender você.

E é estranho…

porque não é só falta.

É presença na ausência.

É sentir alguém mesmo quando não há ninguém.

É conversar com memórias como se elas ainda respondessem.

Se eu pudesse te dizer algo hoje,

seria que ainda dói…

mas aprendi a chamar essa dor pelo seu nome.

Amor.

Um amor mal resolvido, incompleto, interrompido…

mas eterno naquilo que deixou em mim.

E talvez seja isso que mais machuca:

não é ter perdido você…

é continuar te encontrando em tudo.

No café frio da manhã,

no vento que passa sem aviso,

na música que insiste em tocar exatamente quando eu lembro de você.

E eu fico aqui…

entre o que foi e o que poderia ter sido,

tentando entender como algo tão bonito

pode doer tanto assim.

Mas a verdade é simples e cruel:

alguns amores não foram feitos para durar…

foram feitos para marcar.

E você me marcou.

Para sempre.

—Paulinha Cunha—

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