QUANDO DUAS ALMAS SE RECONHECEM NA ETERNIDADE
Tem amores que acabam…
e tem amores que continuam vivendo
mesmo depois do silêncio.
Mesmo depois da despedida.
Mesmo depois do orgulho.
Mesmo depois do tempo ter tentado apagar
o que o coração escreveu com lágrimas.
Você já sentiu saudade de alguém
como se uma parte da sua alma tivesse ido embora junto?
Como se o peito carregasse um vazio
que nenhuma outra presença consegue preencher?
Foi assim que eu fiquei depois de você.
Porque existem pessoas
que não passam pela nossa vida…
elas atravessam nossa eternidade.
E você atravessou a minha
como uma tempestade bonita
que destruiu tudo em mim
e ao mesmo tempo me fez sentir viva pela primeira vez.
Desde então,
eu nunca mais fui inteira.
Há noites em que o mundo dorme,
mas minha saudade continua acordada,
sentada no canto do quarto,
me lembrando do som da tua voz,
do jeito que você me olhava,
das promessas que ficaram espalhadas
feito folhas secas dentro da memória.
E dói.
Dói porque o amor verdadeiro
não vai embora quando a pessoa parte.
Ele fica.
Respira.
Lateja.
Machuca.
Às vezes eu finjo que superei.
Sorrio.
Converso.
Posto frases bonitas.
Continuo vivendo.
Mas ninguém vê
as guerras silenciosas que acontecem dentro de mim
toda vez que lembro do teu nome.
Ninguém percebe
que existem cicatrizes que nunca fecham
porque foram abertas pela ausência
de alguém que a alma ainda ama.
Você foi meu encontro mais bonito…
e meu adeus mais cruel.
E talvez seja isso
que destrói tanto meu coração:
saber que existiu amor,
mas faltou coragem.
Faltou tempo.
Faltou maturidade.
Faltou nós dois entendermos
que algumas conexões são raras demais
para serem deixadas pelo caminho.
Porque nossa alma se reconheceu.
No primeiro olhar,
alguma coisa dentro de mim soube
que você não era apenas mais uma pessoa.
Você tinha cheiro de destino.
Tinha gosto de eternidade.
Tinha a estranha capacidade
de fazer meu coração se sentir em casa.
E desde que você se foi,
eu nunca mais encontrei abrigo em ninguém.
É estranho amar alguém
que talvez nem pense mais na gente.
É estranho continuar sentindo
uma pessoa dentro do peito
mesmo quando ela já não está mais aqui.
Mas talvez o amor seja isso:
uma presença invisível
que continua existindo
mesmo na ausência.
Eu ainda converso com você em pensamento.
Ainda imagino reencontros impossíveis.
Ainda escuto músicas
que me fazem voltar exatamente para os teus braços.
E em cada lembrança tua,
uma parte de mim sorri…
enquanto a outra desmorona.
Porque amar você
foi a coisa mais linda
e mais dolorosa
que já aconteceu comigo.
Tem dias em que a saudade pesa tanto
que parece impossível respirar.
Como se meu coração estivesse cansado
de esperar alguém
que talvez nunca volte.
Mas mesmo assim…
ele espera.
Porque certas almas
não conseguem desistir uma da outra.
Mesmo separadas.
Mesmo feridas.
Mesmo perdidas no tempo.
Talvez em outra vida,
em outro universo,
em outro momento…
a gente tenha dado certo.
Talvez exista uma versão nossa
onde não houve despedida,
onde não faltou coragem,
onde nossas mãos continuaram juntas
até o fim.
E pensar nisso
parte meu coração lentamente.
Porque aqui, nessa vida,
eu tive que aprender
a conviver com a dor
de amar alguém
que ainda mora em mim…
mas não está comigo.
Você virou ausência.
Mas uma ausência tão intensa
que parece presença.
E eu acho que algumas pessoas
nascem para ser eternas dentro da gente,
mesmo que o destino não permita
que elas permaneçam ao nosso lado.
Se um dia você lembrar de mim,
espero que lembre com verdade.
Lembre da intensidade.
Do amor exagerado.
Das conversas intermináveis.
Dos silêncios cheios de sentimento.
Das vezes em que nossas almas se tocaram
sem precisar dizer absolutamente nada.
Porque eu vou lembrar de você
até nos meus últimos dias.
Não como alguém que passou…
mas como alguém que marcou minha alma
de um jeito irreversível.
E talvez seja isso que o amor faz:
ele transforma pessoas em eternidade.
Mesmo quando tudo termina.
Mesmo quando resta apenas saudade.
Mesmo quando o coração aprende
que algumas histórias nunca terão final feliz…
mas ainda assim
serão impossíveis de esquecer.
—Paulinha Cunha—
#SaudadeQueDói
#AmorMalResolvido
#AlmasGêmeas
#DorNaAlma
#PoemasDeAmor
P