🌹 Quando o Amor Tem Voz de Colo Infinito 🌹
Há um lugar no mundo que não aparece nos mapas,
mas mora inteiro dentro do peito de quem já foi cuidado.
Um lugar feito de mãos que acalmam tempestades,
de olhos que enxergam antes mesmo da dor falar.
Esse lugar tem nome de mãe.
E não importa quantas vezes o tempo passe,
há memórias que nunca aprendem a ir embora.
Elas ficam…
como cheiro de café pela manhã,
como cobertor em noite fria,
como um “fica mais um pouco” dito sem palavras.
Mãe não é só quem gera a vida,
é quem traduz o mundo quando ele ainda é confuso,
quem segura a queda antes mesmo de você perceber que está caindo,
quem transforma silêncio em abrigo.
Quantas vezes você já voltou para casa
só querendo ouvir aquela voz dizendo:
“eu tô aqui”?
E mesmo quando não diz nada…
ela já estava.
Porque mãe não chega depois da dor.
Mãe é o antes, o durante e o depois dela.
Ela é o tipo de amor que não pede licença para existir,
que não precisa ser perfeito para ser eterno,
que aprende a caber em qualquer fase da vida —
até naquelas em que você tenta fingir que não precisa de ninguém.
Mas precisa.
E ela sabe.
Mãe é saudade antes da ausência.
É presença mesmo quando o mundo afasta.
É abraço que não se esquece,
mesmo quando o corpo já não alcança mais.
Hoje, quando o mundo celebra “Dia das Mães”,
eu penso em tudo o que não cabe em um único dia.
Porque amor de mãe não cabe em calendário.
Ele transborda.
Transborda em lembranças,
em conselhos repetidos que só depois fazem sentido,
em noites em claro que ninguém viu,
em sacrifícios que nunca pediram aplauso.
E talvez seja por isso que dói tanto amar assim:
porque é amor que nunca aprende a ser pequeno.
Se você ainda pode dizer “eu te amo”, diga.
Se ainda pode olhar nos olhos dela, olhe.
Se ainda pode voltar… volte.
Porque um dia,
tudo o que vai restar é a saudade tentando imitar a voz dela
e falhando em ser suficiente.
E mesmo assim…
ela ainda estará em você.
No jeito que você cuida.
No jeito que você ama.
No jeito que você sobrevive.
Mãe não termina.
Mãe continua.
Mesmo depois de tudo.
—Paulinha Cunha—
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