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Quando o Coração Grita

Quando o Coração Grita

Quando o coração grita,
não há silêncio que o contenha,
nem noite que apague seu clamor,
ele explode entre suspiros e lágrimas,
rasga a pele da alma
como um vento que não pede licença.

Ele grita por amores perdidos,
por abraços que nunca chegaram,
por palavras que se perderam no tempo,
por olhos que se fecharam quando eu precisava de luz.

O coração grita nas madrugadas vazias,
quando a solidão se senta à mesa
e serve o frio em taças de lembranças.
Ele chora por quem se foi,
por quem nunca será,
por quem prometeu e esqueceu.

Ele grita em silêncio quando o mundo sorri,
mas a boca não fala,
o corpo não se move,
e a alma dança na corda bamba do desespero.
Cada batida é um soco invisível,
cada pausa, um eco de vazio.

Quando o coração grita,
as ruas se tornam rios de memórias,
as paredes guardam segredos antigos,
os sorrisos falsos se desfazem em fumaça.
O coração grita por justiça,
por amor,
por liberdade de sentir sem medo.

Ele grita pelas paixões que queimaram sem pedir,
pelos erros que ensinam,
pelos caminhos que se cruzaram
e decidiram não olhar para trás.
Ele grita e eu escuto
o que ninguém mais quer ouvir:
a verdade crua, nua, inteira.

E mesmo quando penso que o grito cala,
ele volta em ondas de saudade,
em tempestades de lembrança,
em raios de esperança que ainda tremem.
O coração grita para lembrar que estou viva,
que ainda posso sentir,
que ainda posso amar e sofrer.

E quando finalmente canso de ouvir,
de chorar junto com ele,
de bater junto com cada batida intensa,
o coração descansa apenas por instantes,
mas sei que amanhã,
no primeiro toque da memória,
ele vai gritar de novo,
mais forte, mais profundo, mais verdadeiro.

Porque o coração que grita
é aquele que se recusa a se calar,
aquele que insiste em sentir,
aquele que lembra a cada pulsar
que viver é sentir até a última batida.

💔💫🌊🔥🌹

#AmorQueGrita #CoraçãoVivo #SaudadeEterna #SentimentosIntensos #AlmaQueChora

—Paulinha Cunha—