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Quase ninguém nota

Quase ninguém nota
Eu quase desapareci
E ninguém percebeu,
Continuei sorrindo ao mundo
Enquanto tudo em mim morreu.

Fui forte quando não dava,
Fui voz quando era silêncio,
Carreguei um mundo inteiro
Dentro do meu sofrimento.

É fácil jugar de fora,
Difícil é compreender,
Que quem parece inteiro
Já cansou de ser perder.

Mas se ainda estou de pé,
Mesmo perto de cair,
É porque a dor me ensinou
O que é sobreviver sem existir.

Autor: Milton da Costa