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Reencarnação de Sonhos

Reencarnação de Sonhos
No silêncio das madrugadas, meus sonhos retornam,
como pássaros antigos que não se cansam de voar.
Cada suspiro meu é eco de vidas esquecidas,
cada lágrima, um rio que atravessa séculos de memória.

Sinto-me alma viajante, sem mapa, sem chão,
perdida e, ao mesmo tempo, inteira em cada fragmento de sonho.
Reencarnar é renascer no próprio desejo,
é tocar o invisível e compreender que tudo que parte, retorna.

Há sonhos que vivem escondidos nos cantos da mente,
presas do medo ou da dúvida, silenciosos, ansiosos,
esperando o momento certo para florescer novamente.
E quando florescem, carregam cores que nunca existiram,
e perfumes que só quem sonhou pode reconhecer.

Nos corredores do tempo, danço com minhas sombras,
recolhendo cada esperança que deixei escapar.
Os amores que vivi, as paixões que esqueci,
são fantasmas gentis que me guiam de volta à luz.

E ao acordar, percebo que a vida não é linear,
que meus sonhos não morrem, apenas se transformam.
Cada queda, cada perda, cada riso desatento,
são sementes de novas histórias que me esperam em silêncio.

Reencarnar é aprender a amar sem medo,
é tocar o infinito em um instante fugaz,
é ouvir a música que vem das entrelinhas da existência,
e perceber que somos todos notas na mesma canção eterna.

Então, deixo meus sonhos respirarem,
deixo-os voar pelos céus de minhas lembranças,
pois sei que eles retornarão, mais fortes, mais vivos,
como se cada recomeço fosse a promessa de eternidade.

E se um dia me perder novamente,
que seja nos braços daquilo que sempre fui:
um sonho que não se cala,
uma chama que nunca se apaga,
uma alma que se reencarna em cada batida do coração.

—Paulinha Cunha—

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Reencarnação de Sonhos