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RENASCENDO EM MIM

RENASCENDO EM MIM

Sinto o vento sussurrar segredos antigos,

E em cada curva da minha alma,

Um eco de lembranças desperta,

Entre lágrimas, risos e sonhos esquecidos.

Havia um tempo em que me perdia,

Entre sombras de medos que não compreendia,

Mas algo dentro de mim gritava,

“Há luz mesmo quando a noite é mais sombria.”

Meu coração, antes fechado,

Começa a pulsar com coragem renovada,

Como uma fênix que se ergue das cinzas,

Renasce, inteira, de forma inesperada.

Cada cicatriz é agora medalha,

Cada lágrima, chuva que rega o jardim do meu ser,

E no silêncio da madrugada, descubro

Que o amor próprio é o mais sublime renascer.

Vejo-me dançando entre estrelas e memórias,

Rindo de dores que já não me definem,

E sinto a força de quem se reinventa,

De quem aprende que o ontem não nos prende.

As ruas que percorri, os olhos que encontrei,

As vozes que me feriram e também as que me elevaram,

Tudo fez parte da minha reconstrução,

E hoje caminho inteira, livre, sem reservas.

Renascendo em mim, encontro meu propósito,

Sinto o mundo pulsar dentro de mim,

E entendo que a vida é feita de recomeços,

De coragem que floresce mesmo no fim.

Não temo mais os ventos da mudança,

Pois agora sei que cada queda é só início,

E em cada amanhecer, meu espírito canta:

“Sou minha própria luz, meu próprio abrigo.”

E assim sigo, entre sonhos e coragem,

Entre memórias que me moldaram e vontades que me impulsionam,

Porque renascer não é esquecer,

É transformar-se em quem sempre fomos capazes de ser.

Eu renasço, eu cresço, eu brilho,

E cada passo meu deixa rastro de liberdade,

Como fogo que aquece, mas não consome,

Como água que flui e purifica a alma.

Hoje, mais que nunca, sou inteira,

Sou poesia viva, sou melodia que não se cala,

Sou força que venceu os próprios temores,

Sou Renascendo em Mim.

—Paulinha Cunha—

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