Ruína
Há um anjo de asas ceifadas;
perambula sem rumo.
Perdeu os sentidos que as asas davam-lhe.
Certo dia esqueceu-se de como voava.
Agora lhe resta apenas
a vaga lembrança de que um dia voou.
Por fim o anjo retirou suas vestes de manto
e assumiu outras cujo caminho lhe foi guiado.
Ora quem antes fora anjo agora é alguém,
trajado, isento de seu verdadeiro ser,
vagando por um círculo perpétuo.
O alguém se esvai.
sábado, 28 de março de 2026.
G