Não me olhe desse jeito,
com olhos que prometem abrigo,
se você é tempestade disfarçada de calor.
Não me toque com mãos de promessa,
nem diga meu nome como quem o guarda
se no fim, vai deixá-lo cair no esquecimento.
Não desperte em mim o desejo de ficar,
se o seu destino é partir sem olhar pra trás.
Não me ensine a ver o céu nos seus gestos,
pra depois me fazer morar na ausência.
Se for pra ser só passagem,
não me traga calma, não me traga cor.
Prefiro a solidão que não mente,
à ilusão de um amor que nunca foi amor.
— e se for pra ir… não me encante.
Autoria
Sophia