đ«ïžđ SilĂȘncios que Falam Entre NĂłs đđ«ïž
HĂĄ silĂȘncios que nĂŁo sĂŁo vaziosâŠ
sĂŁo gritos que aprenderam a nĂŁo fazer barulho.
SĂŁo palavras engolidas pelo peito,
lĂĄ onde o amor ficou morando sem ter onde ficar.
E euâŠ
eu me perco nesses silĂȘncios teus,
como quem procura uma voz em meio ao caos do coração.
Porque nem toda ausĂȘncia Ă© ausĂȘncia de corpoâŠ
algumas sĂŁo ausĂȘncias de presença na alma.
đ HĂĄ saudades que nĂŁo passamâŠ
elas apenas aprendem a respirar mais devagar dentro da gente.
E cada lembrança tua é um eco distante
batendo nas paredes do que eu ainda sinto.
O amor que ficouâŠ
nĂŁo foi embora, nĂŁo terminou, nĂŁo morreu.
Ele apenas ficou suspenso,
como uma carta nunca enviada
e uma resposta que nunca chegou.
E dĂłiâŠ
dĂłi de um jeito que nĂŁo grita,
mas consome por dentro, em silĂȘncio.
Como se o coração tivesse aprendido
a sangrar sem fazer barulho.
đ Ăs vezes eu te encontro nos meus pensamentos,
nĂŁo como realidadeâŠ
mas como saudade inventada pelo que poderia ter sido.
E isso machuca mais do que qualquer adeus dito.
Porque existem amores que nĂŁo acabamâŠ
sĂł deixam de acontecer.
E mesmo assimâŠ
a gente continua.
Amando o que nĂŁo ficou.
Sentindo o que nĂŁo se pode tocar.
Vivendo o que jå virou lembrança.
đ E no fim, eu entendoâŠ
alguns silĂȘncios nĂŁo querem ser preenchidos.
Eles sĂł querem ser sentidos.
E eu sinto vocĂȘâŠ
em cada ausĂȘncia que me visita Ă noite,
em cada lembrança que insiste em ficar.
Porque amar também é isso:
carregar alguĂ©m dentro de um silĂȘncio que nunca dorme.
#AmorProfundo #SaudadeEterna #PoemaDoCoração #SilĂȘncioQueDĂłi #AmorQueFica
âPaulinha Cunhaâ
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