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HĂĄ silĂȘncios que nĂŁo sĂŁo vazios

sĂŁo gritos que aprenderam a nĂŁo fazer barulho.
SĂŁo palavras engolidas pelo peito,
lĂĄ onde o amor ficou morando sem ter onde ficar.

E eu

eu me perco nesses silĂȘncios teus,
como quem procura uma voz em meio ao caos do coração.
Porque nem toda ausĂȘncia Ă© ausĂȘncia de corpo

algumas sĂŁo ausĂȘncias de presença na alma.

💔 Há saudades que não passam

elas apenas aprendem a respirar mais devagar dentro da gente.
E cada lembrança tua é um eco distante
batendo nas paredes do que eu ainda sinto.

O amor que ficou

nĂŁo foi embora, nĂŁo terminou, nĂŁo morreu.
Ele apenas ficou suspenso,
como uma carta nunca enviada
e uma resposta que nunca chegou.

E dói

dĂłi de um jeito que nĂŁo grita,
mas consome por dentro, em silĂȘncio.
Como se o coração tivesse aprendido
a sangrar sem fazer barulho.

🌙 Às vezes eu te encontro nos meus pensamentos,
não como realidade

mas como saudade inventada pelo que poderia ter sido.
E isso machuca mais do que qualquer adeus dito.

Porque existem amores que não acabam

sĂł deixam de acontecer.

E mesmo assim

a gente continua.
Amando o que nĂŁo ficou.
Sentindo o que nĂŁo se pode tocar.
Vivendo o que jå virou lembrança.

💭 E no fim, eu entendo

alguns silĂȘncios nĂŁo querem ser preenchidos.
Eles sĂł querem ser sentidos.

E eu sinto vocĂȘ

em cada ausĂȘncia que me visita Ă  noite,
em cada lembrança que insiste em ficar.

Porque amar também é isso:
carregar alguĂ©m dentro de um silĂȘncio que nunca dorme.


#AmorProfundo #SaudadeEterna #PoemaDoCoração #SilĂȘncioQueDĂłi #AmorQueFica

—Paulinha Cunha—