Soneto: Teu Nome
Teu nome mora em tudo que é silêncio,
na pausa exata antes do amanhecer.
É chama mansa, é risco, é imenso,
é o que me faz ficar, não me perder.
Te amar é caminhar sem ter promessa,
é ir sem mapa e ainda assim chegar.
É aceitar que a vida não confessa
por que insiste tanto em nos testar.
Se o tempo vier roubar-me a juventude,
que leve o resto, menos teu olhar.
Nele aprendi coragem e atitude.
E quando o fim ousar nos separar,
que saiba: amor não pede eternidade,
basta existir inteiro enquanto há.
Autora: Marili Cunha
M