Sussurro invisível
No breu da noite que não explica,
teu amor chega como brisa sem origem,
invisível, sem mapa ou nome conhecido,
penetra veias, acende fogos esquecidos.
É o vazio que pulsa em segredo,
eco de um olhar que nunca cruzei,
profundo como abismo sem fim,
onde o coração afunda e renasce assim.
Desconhecido, mas feroz em sua verdade,
tece raízes no peito que ignora o porquê,
um laço de sombras que o tempo não desfaz,
amor que sangra quieto, eterno e sem paz.
E nesse mergulho cego, eu me entrego inteiro,
ao teu mistério que me faz inteiro,
tocando o intocável, amando o que não sei,
no desconhecido, o amor que me fez rei.
-"Enzo h."-
E