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Tempestade Dentro de Mim

Tempestade Dentro de Mim
Há um lugar em mim que ninguém vê,
onde o silêncio grita mais alto que o mundo,
onde as noites não dormem
e os pensamentos dançam em chamas lentas,
consumindo tudo o que ouso sentir.

Sou feita de pedaços que o tempo não curou,
de lembranças que insistem em voltar
como ondas quebrando em um peito cansado,
como ecos de um passado
que nunca aprendeu a se despedir.

Carrego em mim o peso das palavras não ditas,
dos abraços que nunca vieram,
dos olhares que desviaram de mim
como se eu fosse invisível,
como se minha dor fosse pequena demais
para ser notada.

Mas dentro desse caos…
há uma força que cresce silenciosa,
como raiz que rompe o concreto,
como chama que se recusa a apagar.

Eu sou a tempestade e o abrigo,
o grito e o silêncio,
a queda e o recomeço.

E mesmo quando tudo em mim parece ruir,
há algo que insiste —
teimoso, intenso, indomável —
em continuar.

Porque eu aprendi
que sobreviver também é uma forma de poesia,
que cada lágrima carrega um verso,
e cada cicatriz…
é uma história que se recusou a morrer.

E se o mundo não me entende,
que seja —
eu me reinvento em cada pedaço quebrado,
me reconstruo com o que restou,
e faço da minha dor
um espetáculo de sentimentos
que ninguém pode ignorar.

Eu não sou fraca por sentir demais.
Eu sou infinita por não desistir.

E no fim,
quando tudo silenciar…
será minha alma,
ainda pulsando em palavras,
que vai provar ao mundo
que até o caos
pode ser belo.

#AlmaIntensa
#PoesiaQueSente
#TempestadeInterior
#VersosProfundos
#SentimentosVivos

—Paulinha Cunha—