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Teu Nome em Mim

Teu Nome em Mim

Carrego teu nome
como quem guarda um segredo sagrado,
escrito não apenas na pele,
mas cravado fundo na alma,
onde o tempo não alcança
e o esquecimento não ousa tocar.

Teu nome em mim
não é som…
é eco.
Não é palavra…
é destino.

Ele pulsa nas minhas veias
como um verso que nunca termina,
como um poema que insiste em viver
mesmo quando o mundo silencia.

Há noites em que fecho os olhos
e vejo teu nome dançando
no escuro do meu pensamento,
como uma chama teimosa
que se recusa a apagar.

E eu tento…
Deus sabe que eu tento esquecer,
mas como apagar o que virou essência?
Como arrancar de mim
o que já faz parte de tudo que sou?

Teu nome virou minha prece,
meu refúgio,
meu caos.

Ele mora nos meus sorrisos distraídos,
nos suspiros que nem percebo,
nos silêncios que gritam por você.

Teu nome…
ah, teu nome…

Ele se esconde nos detalhes:
no vento que toca meu rosto,
na música que insiste em tocar você,
na saudade que aperta sem avisar.

E quando alguém me pergunta
o que ainda sinto,
eu apenas sorrio,
porque não há palavras suficientes
pra explicar
o quanto teu nome ainda vive em mim.

É como se cada letra tua
fosse feita de eternidade,
como se cada sílaba
fosse um pedaço do meu coração.

E mesmo que o mundo gire,
que o tempo passe,
que novos caminhos surjam…

Teu nome continuará aqui,
gravado em mim,
como uma cicatriz bonita
que nunca quis sarar.

Porque há amores
que não precisam existir pra sempre ao lado,
mas vivem para sempre dentro.

E você…
vive em mim
todas as vezes
que o silêncio pronuncia
teu nome.

—Paulinha Cunha—

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Teu Nome em Mim