Teu Toque é Minha Paz
Há um silêncio que só existe quando você chega,
como se o mundo, cansado de tanto ruído,
encontrasse abrigo no teu abraço.
E nesse instante — tão nosso —
até o tempo desaprende a correr.
Teu toque não é apenas pele,
é um idioma secreto que meu corpo reconhece,
uma linguagem sem palavras
que acalma minhas tempestades
e organiza o caos que mora em mim.
Quando seus dedos encontram os meus,
é como se o universo respirasse aliviado,
como se todas as dores que já senti
perdessem o sentido,
e tudo que restasse fosse paz…
a tua paz.
Há noites em que me perco nos meus próprios pensamentos,
onde a saudade cria labirintos
e a solidão ecoa como um grito mudo.
Mas então, eu fecho os olhos
e lembro do teu toque —
e tudo se aquieta.
Porque você tem esse poder…
de transformar meus medos em calmaria,
minhas lágrimas em descanso,
meus dias cinzentos em um céu
que insiste em amanhecer bonito.
Teu toque é abrigo,
é casa depois de um dia difícil,
é colo em meio à guerra,
é promessa silenciosa
de que eu nunca estou só.
E mesmo quando o mundo desaba,
mesmo quando tudo parece incerto,
há algo em você que me ancora,
que me segura firme
e me lembra que amar também é paz.
Teu toque não pede, não exige,
ele simplesmente fica —
leve, sincero, constante…
como se dissesse, sem pressa:
“fica aqui, eu cuido de você.”
E eu fico…
porque em você eu descanso,
em você eu existo sem medo,
em você eu sou inteira —
sem precisar me reconstruir depois.
Se um dia me perguntarem
onde mora a minha tranquilidade,
eu não hesitarei em responder:
ela mora no instante exato
em que sua pele encontra a minha.
Porque teu toque…
é mais que carinho,
mais que desejo,
mais que amor.
Teu toque é a minha paz.
—Paulinha Cunha—
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