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Todo tempo que ainda temos.

Todo tempo que ainda temos.
Toda vez que eu me deparo com o amor, eu fujo.
Ele já me cercou tantas vezes e, mesmo assim, eu fugi.
Mas, dessa vez, eu não quero fugir.
Dessa vez, eu tenho medo de nunca mais sentir.

Ver você vindo na minha direção, com os olhos sorrindo, sem eu dizer ao menos uma palavra,
sempre vai ser meus momentos perfeitos.
Sua risada quando eu faço palhaçadas,
a forma como você me chama de bobo por errar,
o jeito que você apoia sua cabeça no meu ombro,
a forma como você me olha, como se eu fosse a única pessoa do mundo.

Você me salvou
e eu te amei.
Mas não posso continuar assim.
Nosso tempo está acabando, e nossos momentos são eternos.
Eu não sei o que fazer.
Eu não sei o que você quer de mim.
Eu sei o que eu quero de você:
eu quero sentir seu calor.

Nós não podemos sustentar mais isso.
Você me diz que quer ficar comigo
e, outra hora, diz que não pode.
Você diz que quer sentir meu toque,
mas não quer chegar perto.
Eu te amo e odeio ter que me afastar.
Eu escrevo este poema para você
e sei que quero sentir aquela alegria pelo menos mais uma vez.

Eu quero escutar suas mentiras.
Diga que me ama,
diga que não vive sem mim,
que eu sou a melhor pessoa da sua vida,
que você não quer me perder.
Minta para mim.
Ou, ao menos, diga que amou de verdade aqueles momentos.
O tempo que nos resta se esgota.
Mas meu peito vai doer por dias,
doer como a perda de um ente querido,
doer como perder uma parte de mim,
doer como perder você.

-"Enzo h."-